
Fala povo! Quanto tempo sem escrever aqui né? Uma frase que ouvi nesse fim de semana me inspirou a vir aqui. Sexta passada eu estava em uma festa, e quando fui ao banheiro um cowboy me parou. Ele me perguntou se eu me lembrava dele, e eu sem graça disse que não. Ele me disse com uma cara feliz que mesmo sem eu lembrar dele, que ele lembrava de mim: que eu era o Bomber, que era dos Né Uhai, que frequentava o Texano e a Pirâmide. e que em uma festa no SESI em que o grupo dele apresentou eu fui até ele e falei que era fã do estilo de dançar do grupo dele. Nessa hora questionei o grupo dele. Ele falou que na época era dOs Feróis, e que tinha parado de dançar por conta de problema de joelhos... e da mesma forma que um dia eu sorri feliz de ver ele dançando agora ele olhava pra mim com alegria, por ver o Montana DF continuando a dançar country e ver minha alegria dançando. E me disse outras coisas que me fizeram ficar feliz por estar ali. Sinceramente fiquei desconcertado... agradeci o elogio e fui me divertir. Caladamente no meio da festa fui fazer um balanço de tudo o que ele me disse. Me lembrei de que uma vez o Ygor me disse que se sonharmos somos capazes de fazer loucuras. E Sinceramente me veio a cabeça vários pensamentos... como todos sabem, já pensei em parar de dançar diversas vezes... Me lembrei que já babei vendo os antigueras de grupo dançando várias vezes, e não conto as vezes que pensei e falei que nunca levaria jeito pra isso. Sempre no fundo só pensei que seria lembrado pelas zuações e bombinhas. Até que lembrei de cada pessoa que eu tinha como exemplo que falava que me olhava de igual pra igual, que mesmo nas minhas loucuras eu estava fazendo minha parte, que me deram incentivo pra continuar assim como começei a olhar com outros olhos cada palavra que meus amigos de grupo me falavam... vi que tudo que é feito com caridade e falado com caridade tem que ser ouvido, e que as críticas não são pra rebaixamento, mas sim para cobranças de crescimento... e subitamente percebi que eu cresci: percebi que aquele carinha que olhava os outros pelas fitas, encontros e locais tinha se tornado exemplo, espelho... Que minhas atitudes e palavras tinham que ser bem refletidas pra eu não ferir pessoas que me amam e que por mais que eu pensasse que não minha dança por mais simples que fosse era mais uma engrenagem para o funcionamento de uma fábrica da amizade... Enfim... pela primeira vez me olhei com um peso a mais de ser Montaneiro... De por mais que eu pensasse que não, eu também me tornei de alguma forma referência e exemplo, e que é minha função continuar trilhando caminho nesta história dentro do Montana. Abraçei a cada um do grupo que estava lá, senti saudades dos que não estavam e pensei com carinho em cada um que passou no meu caminho dentro dUs Né uhai e do Montana e fui pra casa sorridente, por ter conseguido lembrar do que aquele ex-feroz uma vez me disse (com a ajuda dele)... ele me disse que um dia eu estaria dançando, e que ele diria a mesma coisa pra mim. Moral da história? Dançe, extravase, sorria... por mais que você pense que não, um dia alguém sorrirá pra você mesmo que você pense que não, você terá se tornado exemplo... Lets go Montanada!