
Em quase todo meio militar há uma seguinte frase: quer promover a paz? Prepara-te para a guerra. O que significa isso? A um primeiro instante pode se parecer um fundamento para se cometerem barbáries, mas a arte da guerra em favor da promoção da paz é muito além de conceitos. Um exemplo disso são as missões do Exército do Haiti, que fazem os outros governos mundiais se renderem em elogios ao poder de paz dos Brasileiros. Uma vez ouvi um dos dizeres do Montana que cita a seguinte definição pro grupo: os guerreiros dos palcos. Mas que guerra é essa? Com o peso de vários anos adiquiridos no Montana, me atrevo a responder. Montaneiro em sí é guerreiro. De um grupo de amigos surgiu um amor ao country e a dança que se espalhou por mais cinco cidades. Cidades essas que muitas vezes nem mais tem tradição country. Sobreviver e continuar ensaiando exaustivamente sabendo dessa triste realidade... isso já é uma batalha. Saber que tem integrantes que moram longe do restante, e que esse muitas vezes encara horas e hora de ônibus para não perder um ensaio e chega ainda com empolgação e sorrisos no rosto... mais outra batalha. Lembrar que algumas filiais encontram refúgio e conforto na insspiração e exemplos de superação de outros irmãos, e que temos várias chances no ano de se reunirmos para ter esse desabafo e ver que não estamos sozinhos... é uma batalha diária. Quantas pessoas não lutaram cvom unhas e dentes para manter as filiais vivas, faziam ensaios com 2 ou 3 integrantes, mendigavam para dançar em festas, ouviam piadinhas calados de outros grupos... esses se tornaram exemplos de vencedores! No Montana, essas histórias se mesclam, e por isso antigamente no aniversário de cada filial era comum o Montaneiro pintar o rosto, para relembrar nossa postura de combate, sabe contra quem? Contra nós mesmos. Todo ser humano em sí tem fraqueza interior, momentos de desânimo, e como todo casamento, a chama do amor vira uma pequena labareda. A guerra é encontrar lenha, impulso, coragem para superar desafios... e no fim, todo Montaneiro fica sedento por um palco. Aquele mágico instante em que estamos em cima dele, fazendo o que amamos nos faz sentir imortal, e nos faz lembrar que a partir do momento em que descemos dele com o sentimento de dever cumprido, se abre pra nós uma eternidade... Ser Montaneiro é isso, sobreviver a adversidades, se manter sereno mesmo quando todos ao redor querem que percamos a calma, e se lembrar que mesmo quando somos julgados de estarmos sozinhos não estamos! Ser Montaneiro é resgatar aquilo que foi nosso por direito e reiventar novas histórias, e mesmo que muitos queiram empurrar derrotas em nossos rostos, saber que fomos vitoriosos por saber que o esforço já é recompensante. Enfim, adiante Montaneiros! Nas batalhas sempre sairemos como vencedores por acreditarmos uns nos outros, Mas cada vez que subimos no palco e descemos dele, uma nova guerra se inicia! Afinal, no fim de Tudo o que valerá é isso, como sabiamente disse um dia São Paulo: Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. 2 Timóteo 4:7.